
Quarta-feira, 2 de setembro
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
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Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
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A longevidade
além da previdência
Viver muito mais muda a educação, o trabalho,
o consumo, as cidades, a saúde, e também a previdência
Com o rápido envelhecimento da população brasileira, muitos com justa razão se preocupam em discutir como financiar a Previdência Social e como assegurar uma renda digna estendendo a Previdência Privada a um contingente maior de trabalhadores, mas existe no ar a suspeita de que a questão vai ainda mais longe. E a suspeição disso começa a ser tão forte que vai estar no centro das discussões da oitava edição do "Fórum e Festival Longevidade", que em setembro reunirá em São Paulo pesquisadores, empresas, gestores públicos e organizações da sociedade civil para discutir como educação, trabalho, cultura, cidades e economia precisam se reorganizar diante de uma sociedade que vive muito mais.
Afinal, quando alguém deixa hoje o mercado de trabalho aos 60 ou 65 anos pode ter pela frente mais 20, 30 ou até 40 anos de vida. Daí aquela suspeita inicial de que a longevidade já pede debates acerca de muito mais áreas do que apenas a previdenciária. “A gente ainda pensa que longevidade é uma pauta sobre velhos. Não é. É uma pauta sobre sociedade. Ela muda a educação, o trabalho, o consumo, as cidades, a saúde, a previdência. Ela muda praticamente tudo”, diz o empreendedor social Sérgio Serapião, fundador do Movimento LABoo.
Num exercício de pensamento mais livre, capaz de romper as amarras, parece ter chegado a hora de se imaginar a existência como uma sequência rígida de etapas, concentradas entre estudo, trabalho e aposentadoria, será cada vez mais necessário criar trajetórias capazes de acomodar diferentes momentos de aprendizagem, trabalho, cuidado e reinvenção ao longo da vida.
Mesmo porque no livro “Uma história da velhice no Brasil” (ed. Vestígio), a historiadora Mary del Priore mostra que a forma como imaginamos o envelhecimento nunca foi fixa, sendo muito mais uma construção social/cultural. Ou seja, vale mesmo a pena pensar e inovar porque não há modelos definitivos. Já a psicóloga e neurocientista Sharon Sanz Simon, autora de um livro recém lançado juntamente com a psicóloga Ilana Pinsky, justifica uma discussão mais ampla o fato de que o envelhecimento é um processo que começa cedo na vida, muito antes da velhice propriamente dita. A matéria é longa e pode ser lida pelos assinantes na íntegra em Longevidade no século XXI demanda mudanças coletivas na educação, no trabalho e na forma de viver | Eu & | Valor Econômico
Mas há mais o que ler também em
Por Que a Longevidade Está Criando uma Economia da Complexidade
OBA
Fontes: Valor + FGV/EAESP + Forbes + Revista EXAME +
Longevos vivem mais e ganham reconhecimento
Três diferentes notícias dão uma dimensão de como a longevidade pode trazer trajetórias bem vividas e acompanhadas de reconhecimento por parte das novas gerações. Por exemplo, aos 101 anos, uma moradora de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, mostrou que não abre mão de um bom vinho. Em vídeo publicado pelo neto João, a idosa aparece pedindo a bebida durante uma tarde de domingo.
Importante, a idosa é chamada de "seu porto seguro" pelo neto, que colocou vídeo da avó na internet pedindo a bebida.
Já o apresentador Pedro Bial, 67, anunciou a morte de sua mãe, Susanne Bial, um dia após completar 101 anos. Em seu perfil no Instagram, o jornalista lamentou a perda e aproveitou para homenageá-la. "Uma vida vividíssima, de muita luta, muita alegria, muito prazer, encontro e escuta", escreveu ele.
Por sua vez, o ator Cauã Reymond, 44, utilizou as redes sociais para lamentar a morte de sua avó, aos 99 anos, publicando uma foto de sua infância. "Descansa em Paz vovó. 99 anos de muita luta e amor. Sem você eu não estava aqui", disse.
oba
Fontes: CNN +
Valia leva a previdência privada ao CONARH 2026
Site especializado em notícias e artigos sobre recursos humanos informa hoje (1º de setembro) que a Valia levou ao CONARH 2026 a defesa de que a previdência privada busca combinar segurança financeira, educação e legado. Mas o texto alerta também que o custo e o retorno proporcionados ainda ainda geram dúvidas entre os profissionais de RH.
A proposta apresentada pela Valia foi ampliar a percepção sobre a previdência como iniciativa corporativa e mostrar que o benefício também reforça a ideia de valor ao colaborador.
Segundo dados da Robert Half citados no evento, 98% dos profissionais consideram os benefícios ao avaliar uma proposta, enquanto 4% apontam o salário como fator decisivo. O levantamento também indica que 77% esperam a evolução dos programas de benefícios e que a previdência é valorizada por mais da metade dos empregados. A matéria pode ser lida na íntegra em Previdência complementar ganha espaço na atração e retenção - Mundo RH
Gerações têm opiniões diferentes
sobre o trabalho 100% remoto
Apenas 23% dos profissionais da Geração Z que podem trabalhar remotamente dizem preferir o trabalho totalmente remoto, contra 35% entre Millennials, Geração X e Baby Boomers, segundo dados da Gallup.
Mais de três em cada quatro (77%) integrantes da geração mais associada à busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional e à flexibilidade no trabalho, na verdade, preferem voltar ao escritório, embora ainda não sejam favoráveis a trabalhar presencialmente 100% do tempo. A matéria pode ser lida na íntegra em Geração Z rejeita trabalho 100% remoto por solidão e falta de oportunidades de crescimento
Oba
Fontes: Mundo RH + Notícias RH +
Presidente do Banco da Inglaterra alerta para os riscos que a IA traz para o mercado financeiro
Em carta enviada a ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20,Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra e presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) alertou que sistemas de IA mais avançados podem alterar a velocidade, a escala e o custo de ataques cibernéticos ao mercado financeiro.
Um dos pontos de preocupação é a dependência do setor financeiro de um número reduzido de grandes fornecedores de tecnologia, por concentrar os riscos. A matéria pode ser lida na íntegra em IA pode ameaçar sistema financeiro global diz presidente do BC inglês | G1
Fontes: G1 Tecnologia +
Fundos de previdência lideram
31/08 - Os fundos do tipo ações indexados, que replicam a carteira de ações de um índice de referência, foram o destaque de rentabilidade em julho entre aqueles com maior patrimônio líquido, liderando os retornos tanto na classe de ações quanto na de previdência, segundo a Anbima. Na categoria de ações, a alta foi de 2,93% no mês; entre os fundos de previdência, o avanço foi de 3,33%.
"O resultado de julho reflete um conjunto de fatores dos últimos meses: a melhora nas expectativas de inflação, o ciclo de corte de juros e a volta pontual do capital estrangeiro no Brasil, que vinha de um período mais cauteloso. Isso recompôs a confiança do investidor em torno dos ativos domésticos", explica Pedro Rudge, diretor
Na classe de renda fixa, o destaque de julho ficou com o tipo duração alta crédito livre, que aloca mais de 20% da carteira em títulos de longo prazo com médio e alto risco de crédito. Esses fundos subiram 1,47% no mês e acumulam alta de 7,50% no ano.
Cresce a parcela da dívida
pública atrelada à Selic
Em sua edição desta segunda-feira o jornal O Globo informa em manchete de primeira página que o Brasil deve terminar o ano com a maior emissão de títulos indexados à Taxa Selic desde o ciclo 2006-2010. Até julho, a atual gestão já colocou no mercado R$ 2,8 trilhões em títulos atrelados à taxa básica de juros, 48,2% do total emitido no período (R$ 5,7 trilhões). A parcela supera todos os períodos presidenciais anteriores. Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Piora no perfil da dívida: país terá maior emissão de títulos ligados à Selic em 4 anos desde 2006
Fontes: Anbima + O Globo +
Cai a participação do private equity nas fusões e aquisições
31/08 - Estudo da consultoria Bain & Company, de julho, mostra que fundos de private equity globalmente têm um número recorde de 32 mil empresas para vender, que valem US$ 3,8 trilhões.
No Brasil, levantamento feito pelo Grupo Seneca mostra uma trajetória de queda na participação desses fundos nas transações de fusões e aquisições (M&A) a partir de 2019, com a sua presença nos negócios saindo de 27,3% naquele ano para 12,8% no ano passado. Até agora em 2026, os fundos de private equity entraram em apenas 5,2% das transações feitas.
Esse declínio vem acontecendo pela interrupção nas aberturas de capital em bolsa e pela pressão da alta dos juros nas companhias investidas, que tornam difícil a saída dos fundos de private equity dos seus investimentos.
Essas informações foram extraídas de duas fontes principais. Os assinantes podem ler as matérias na íntegra em :
Fundos de participações em empresas perdem peso em fusões e aquisições - Estadão
Volume investido por fundos de participações desaba no 1º semestre | Finanças | Valor Econômico
Há também um estudo da consultoria EY a esse respeito e que pode ser acessado por qualquer interessado em O amadurecimento do mercado de fusões e aquisições no Brasil | EY - Brasil
Fontes: Valor + O Estado de S. Paulo +
Previc atualiza segmentação das EFPC para 2027
31/08 - A Previc atualizou na última sexta-feira a segmentação das entidades fechadas para 2027, distribuindo para o ano que vem as EFPCs entre os quatro grupos existentes: S1, S2, S3 e S4. O enquadramento anualmente revisto pela autarquia é utilizada para orientar a supervisão do sistema e a aplicação do princípio da proporcionalidade normativa, considerando o porte, a complexidade e o grau de exposição aos riscos de cada uma.
Para o ano que vem, a segmentação distribui as 239 entidades habilitadas da seguinte forma: 9 EFPCs ficaram no segmento S1, já 72 no S2, outras 89 no S3 e, por fim, 69 no S4.
A nova classificação entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e cada entidade pode consultar seu enquadramento em Portaria Previc Nº 661, DE 26 DE agosto DE 2026 - Portaria Previc Nº 661, DE 26 DE agosto DE 2026 - DOU - Imprensa Nacional
Fontes: Comunicação da Previc + Blog Abrapp em Foco +
Idosos: BNDES abre inscrições para projetos
31/08 - O BNDES abriu seu primeiro edital para selecionar projetos voltados à promoção, proteção e garantia dos direitos da pessoa idosa. O banco poderá destinar até R$ 15 milhões às iniciativas, com recursos provenientes de doações incentivadas dos Fundos dos Direitos do Idos
Para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa, os projetos submetidos devem atender a pelo menos um dos cinco eixos prioritários definidos pelo edital: segurança alimentar e fortalecimento familiar; proteção contra violências domésticas e sexuais; enfrentamento e prevenção ao uso de drogas, álcool e tabaco; acolhimento institucional e assistência e proteção ao idoso em situação de rua.
Mais detalhes em
BNDES lança edital inédito de até R$ 15 milhões para apoiar idosos
Fontes: Portal do Envelhecimento + O Globo + Correio +
Proposta de reforma da Previdência eleva idade mínima de aposentadoria para 67 anos
31/08 - Dois jornais - O Estado de S. Paulo e Valor Econômico - publicaram matérias nos últimos dias mostrando o recrudescimento do debate em torno da urgência de uma nova reforma da Previdência, como decorrência dos crescentes déficits. Por exemplo, importantes especialistas estão por trás de uma proposta que traz não apenas a elevação da idade mínima de 67 anos para aposentadoria de homens e de mulheres e da população urbana e rural, ao mesmo tempo em que o aumento automático desse piso para obtenção do benefício à medida do envelhecimento da população.
Notando que essas e outras propostas em discussão são fruto do que é visto como rápido envelhecimento da população, uma vez que, pelas estimativas do IBGE, entre 2000 e 2070 o número de 60+ deve bem mais que dobrar, passando de 16,6% da população para 37,8%.
No mesmo período a parcela dos 80+ deve subir de 1,2% para 11,6%
Fontes: O Estado de S. Paulo + Valor +

