
Segunda-feira, 9 de março
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
através dos links fornecidos ao final para leitura na íntegra, sendo que
algumas das publicações requerem assinatura para ter acesso.
Publicação sem caráter comercial e de natureza
puramente associativa.
Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
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O futuro
vem antes
Em matéria de inovação o desafio não
é apenas tecnológico, é também ser capaz de
imaginar um futuro e preparar-se para ele.
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A exemplo de nossas entidades fechadas, que trabalham voltadas para décadas à frente, a futurista Mônica Magalhães, entrevistada por um grande jornal neste final de semana, é cada vez mais preciso que as empresas e seus líderes desenvolvam a habilidade de pensar no longo prazo. Enfim, no lugar de planejar olhando para o retrovisor, fazer o inverso: começar pelo futuro imaginado e traçar o caminho até alcançá-lo.
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Melhor explicando : ao invés de pensar a inovação como mero domínio das tecnologias que surgem a todo momento, aceitar como verdadeiro desafio analisar os futuros possíveis e tomar decisões hoje que atendam as demandas desse amanhã imaginado.
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"A gente tem um grande desafio de conseguir pensar a longo prazo, fora da urgência do dia-a-dia. De acordo com o conceito de alfabetização de futuro, os ciclos de inovação dentro da sociedade são cada vez mais curtos. Há cada vez menos tempo de implementar ações de impacto", observa Mônica. Ela acrescenta: "Na alfabetização de futuro, a gente compartilha ensinamentos que vêm do futurismo e do foresight (análise de futuros cenários possíveis). Esse profissional pesquisa, entende o contexto social, comportamental e as grandes tendências, o que vem depois. Eles compartilham metodologias com as lideranças para que elas possam entender movimentos que ainda vão acontecer ".
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Já Ricardo Lebre, Partner & Head of Technology da NTT Data, aborda um outro lado da transformação digital. Ele diz crer que a transformação digital tem obrigatoriamente de acrescentar valor ao negócio e pode ser vista a duas velocidades: a primeira, numa lógica mais experimental, pode servir para testar conceitos e tecnologias, para depois ser escalada. A segunda, mais profunda e transformacional, pode ser entendida como uma jornada e impõe a conjugação de diferentes áreas de competência para incidir em uma ou mais áreas, contemplando diferentes casos de uso. ​​Fontes: O Estado de S. Paulo + Executive Digest +
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Fusan: Patrimônio cresce 6,3% e base de participantes 8,3%
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A Fundação Sanepar (Fusan) encerrou 2025 com patrimônio consolidado de R$ 3,187 bilhões, crescimento de 6,3% em relação ao exercício anterior, com incremento de aproximadamente R$ 180 milhões.
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A base de participantes aumentou 8,3%, passando de 12.079 para 13.079 . No fluxo financeiro, a arrecadação de contribuições somou R$ 210,8 milhões, alta de 76% frente ao ano anterior, enquanto os benefícios pagos totalizaram R$ 338 milhões, avanço de 86% no período.
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Previdências de 55% dos estados e
municípios ainda resistem à reforma de 2019
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Em geral em razão da demora das assembleias legislativas e câmaras municipais em votar, de vez que deputados e vereadores fogem de medidas impopulares, nada menos de 54,8% dos regimes próprios (1.190 dos RPPS existentes) ainda não fizeram a reforma profunda nos sistemas previdenciários de seus servidores. Os dados são do Ministério da Previência.
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Isso significa que tais RPPS continuam fora dos parâmetros da reforma da Previdência de 2019, descumprindo assim as regras que valem para os servidores federais e os trabalhadores da iniciativa privada. Ao publicar hoje a notícia (como manchete na primeira página de sua edição impressa) o jornal diz que, segundo uma das fontes ouvidas, muitos dos municípios sequer têm capacidade de gerenciar seus regimes próprios.
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O mesmo jornal publica uma segunda matéria, dando conta que somente 32 dos regimes próprios alcançaram nota máxima (“A”) ao serem avaliados pelo Ministério da Previdência, sendo que a grande maioria (866) ganhou D, simplesmente a pior na avaliação.
Os assinantes podem ler as duas matérias em
Previdências resistem a reformas em 55% de Estados e municípios | Brasil | Valor Econômico
Menos dos 2% dos regimes próprios de previdência têm nota máxima | Brasil | Valor Econômico
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PF investiga aplicações da Amazonprev
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Com o apoio do Ministério da Previdência Social, a Polícia Federal desencadeou na última sexta-feira operação para apurar suspeita de aplicação irregular de R$ 390 milhões da Amazonprev, dos servidores do Amazonas, no Banco Master e em outras três instituições financeiras : C6, BTG Pactual e Daycoval.
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Conforme disseram as autoridades, os recursos "teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos" previdenciários. A polícia também identificou "indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas".​​​Fontes: Blog Abrapp em Foco + O Globo + Valor +
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Gestão : "Liderança silenciosa" gera resultados e ganha espaço​
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Alguns dos líderes mais eficazes não são os que falam mais alto na sala. São aqueles que sabem ouvir e a partir daí inspiram reflexão e constroem confiança por meio da consistência, em vez de recorrer ao exibicionismo. Em sua essência, a liderança silenciosa prioriza a influência em vez da performance, sem que isso signifique passividade ou uma política de evitar conflitos.
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Estudo publicado na Harvard Business Review mostrou que líderes introvertidos podem ser 28% mais produtivos do que seus pares extrovertidos. Um resultado em boa parte alcançado pela confiança que tal liderança conquista, porque ao falar as pessoas escutam, uma vez que sua voz e gestos não foram diluídos pelo uso excessivo.
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Ao mesmo tempo em que a revista americana de psicologia Psychology Today diz que esses líderes tendem a dar mais autonomia às pessoas e a incentivar o compartilhamento de ideias, trazendo em muitos casos bons resultados. ​​​ ​​​​​​​​​​Fontes: Forbes + Harvard Business Review + Psychology Today +
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RH : casos de demissões por justa causa batem recorde​
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O número de casos de demissão por justa causa registrou no ano passado um crescimento de nada menos de perto de 200% em comparação com 2019, indicam as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED
As demissões por justa causa totalizaram no ano passado 638,7 mil caos , o maior número desde 2004, quando começa a série histórica. E a tendência parece se manter, uma vez que apenas em janeiro de 2026 foram 65,3 mil casos, alta de 22% ante o mesmo mês do ano passado. Fonte : Folha de S. Paulo +
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CVM : Desabam os números de multas e processos sancionadores
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Os números a seguir parecem refletir as atuais dificuldades orçamentárias e de outras naturezas da CVM.
No ano passado foram julgados apenas 48 processos administrativos sancionadores (PAS), a menor quantidade em mais de uma década e 49% abaixo da conseguida no ano anterior. O volume de multas caiu 59,4% contra 2024.​ Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Com desfalques e briga política, CVM tem menor número de julgamentos em 11 anos | Finanças | Valor Econômico​​​​
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Após rali a bolsa volta a
atenção para os dividendos
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As carteiras de dividendos voltam ao centro das atenções em março, em meio ao aumento da volatilidade do Ibovespa após o rali do começo do ano.
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No recorte específico de dividendos, o critério seguido pela Terra Investimentos são empresas com payout (porcentagem de lucro líquido distribuído aos acionistas) acima de 25%, múltiplos atrativos, crescimento via proventos e balanço sólido.
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A Planner Corretora também reportou desempenho acima do Índice Dividendos no acumulado do ano, com alta de 11,9%. A estratégia combina previsibilidade de fluxo de proventos com atenção a eventos societários.
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​​​​​​​​​​​​​​​Fonte : Valor + e-Investidor + O Estado de S. Paulo +
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Saúde : STJ fixa parâmetros para custeio da bomba de insulina​
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Interessa aos dirigentes de EPCs que atuam na área saber que a bomba de insulina não se enquadra nas exceções da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998) que dispensam as operadoras de custear o tratamento caseiro. Assim, a obrigação de fornecer esse equipamento depende da análise de cada caso a partir de critérios já estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal.
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Essa conclusão é da 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que fixou tese vinculante no julgamento do Tema 1.316 dos recursos repetitivos. A votação foi unânime.​​​​​​​Fontes : Consultor Jurídico + Valor + Portal do STJ +​
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​Leia aqui na íntegra algumas das matérias publicadas em suas fontes originais :
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NTT Data: Os ciclos de inovação e evolução digital estão cada vez mais curtos
Giro das associadas: Previnorte, Fundiágua, Funpresp-Jud e Fusan – Blog Abrapp Em Foco
Previdências resistem a reformas em 55% de Estados e municípios | Brasil | Valor Econômico
Liderança Silenciosa Ganha Destaque no Mercado de Trabalho
Justa causa bate recorde e cresce 200% ante o pré-pandemia - 07/03/2026 - Economia - Folha
STJ fixa parâmetros para plano de saúde custear bomba de insulina
Planos de saúde devem fornecer bomba de insulina | Legislação | Valor Econômico
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